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Fragmentos

Estou recolhida em meu casulo não por vontade, mas por incapacidade de sair dele. Há tantas coisas acontecendo no mundo - boas e ruins - mas sinto-me apenas observadora e não parte. Claro que sou parte, mas não adianta meu lado racional dizer isto. Eu sei o que sou e sei o como me sinto. Sou parte, mas me sinto fora de tudo isto. Acredito que nossas reações ao macrocosmo são resultado do nosso microcosmo. Dos nossos sentires diários, da nossa percepção do mundo e das pessoas. Há ocasiões em que estou menos sensível e mais racionalmente crítica. Há outras ocasiões em que a crítica é causa e efeito da exacerbada sensibilidade. São nestas ocasiões em que me vejo fora do mundo, em que me vejo apenas observando, analisando, tentando compreender o que estamos fazendo conosco e com as outras pessoas.
O que frustra é que não consigo compreender. Por mais que tente, não consigo. Não consigo compreender a mim, por que me coloco sensível às atitudes de alguém. Por que não consigo agir da forma que penso instintivamente, como muitos fazem? Por que paro para pensar e acabo, sempre, segurando meus impulsos?
Talvez seja questão de educação, do modo de ver a vida e as pessoas, de compreender as conseqüências de um ato ou palavra mal colocados, mas... acredito que isto deveria acontecer na maioria das vezes e não todas as vezes. E, quando deixo que o impulso tome conta de mim, invariavelmente me arrependo. Não pelo mal que posso causar a outrem, mas pelo mal que posso causar a mim. Porque eu sei. Porque eu penso. Porque eu me preocupo. Porque eu tenho o compromisso comigo de agir segundo a razão e o discernimento. E quando jogo palavras ao vento sei que posso estar falando o que penso, mas sei também que são muito poucos os que vão entender o que, porque e como penso. Não por falta de capacidade de ninguém, mas, simplesmente, por falta de comunicação. Estar antenado aos sentimentos de outras pessoas não é tarefa fácil. É proposição. É vontade, mas não é realização. Por que tudo isto? Não sei... penso e escrevo, escrevo e penso... ou não penso, mas mesmo assim escrevo. Acho que é isso.
Ariane
Escrito por Ariane às 14h36
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Dia das Mães

Obrigada, Juliana, obrigada, Bruno...
Vocês são os filhos que todas as mães gostariam de ter...
Não sei porque eu tive essa ventura, mas por ela agradeço a Deus, agradeço a mim, agradeço a vocês, agradeço todos os dias por poder encher a boca e dizer que fui a escolhida para colocar vocês dois no mundo.
Sou mãe porque vocês são filhos. Não sei até que ponto eu sou a mãe que vocês gostariam de ter, mas sei que vocês são os filhos que eu sempre quis. Vocês são meu orgulho, minha força, minha rebeldia, minha certeza em algo maior que me faz crer, dia a dia, que fui abençoada desde o dia em que nasci, pelos pais que tenho, e continuo até hoje, com os filhos que vocês são.
Não tenho palavras para dizer da minha felicidade e da paz que vocês me dão. Dizer que amo é pouco, melhor apenas calar, sentir, mostrar e respirar. Só o fato de estar com vocês pelo tempo que me for dado é certeza que fui merecedora de algo bom demais. E nem sei o porquê disto. Mas agradeço.
Um abraço a todas as mães deste mundo, principalmente na minha, e a todas aquelas que não são, mas, tenho certeza, têm amor no coração.
Meu beijo à todas,
Ariane.
P.S.: Desculpem o sumiço, estive fora por algum tempo devido a compromissos profissionais e por alguns problemas de saúde também. Agora, acho que estou voltando à normalidade. Pelo menos, é o que espero, rs.
Escrito por Ariane às 11h26
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