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Pretérito inexistente

Tenho algumas coisas que são apenas minhas. Alguns pensamentos que entendo bem particulares, geralmente não compartilhados, porque sei que resultam das minhas vivências, dos meus dias e das minhas sensações. Talvez alguns pensem como eu, sintam parecido, não sei. O que sei é que não concordo quando escuto alguém dizer: “eu amei”. Não consigo conjugar esse verbo no pretérito, acho que não existe pretérito para o sentimento do amor. O que existem são momentos diferentes, movimentos da vida e das pessoas, vida e morte, chegadas e partidas, possibilidades e impossibilidades. Talvez por isto eu tenha dificuldade imensa em fazer uso desse verbo. O amor é indefinível, eu sei, mas é sentido, sabemos quando ele está presente, apesar de confundi-lo algumas vezes. É por causa dessa confusão, que me eximo de usar essa palavra - não para sempre - apenas até ter certeza que ela poderá ser usada, porque uma vez usada é para a eternidade. O que existe é uma confusão danada entre o amor, a paixão e o tesão. Amamos nossos pais mesmo quando não estão mais entre nós. Não dizemos: eu amava minha mãe ou eu amava meu pai. O sentimento permanece, o amor continua existindo em nós, mesmo que não estejam presentes. O mesmo acontece com filhos, irmãos, amigos e todas aquelas pessoas que conseguem uma brecha em nossos corações e deles fazem morada. Nisto todos concordam, acredito. Mas eu penso que amo todos aqueles que já disse ter amado. Mesmo que já não estejam mais aqui. Mesmo que já não estejam mais comigo. Mesmo que meu sentimento seja maior que o deles. Mesmo que não me queiram. Diferencio o sentimento de amor que posso nutrir por alguém, e que acredito vá me acompanhar até a hora da minha morte, com a paixão que pode me turvar os olhos e fazer acreditar que amo. Com o tesão que sinto pelo mesmo ser a quem amo. A paixão acaba. O tesão também pode acabar. As vontades - de estar junto, de estar perto, de conviver - tudo isto pode ter fim. Mas não posso dizer que eu “amei”. Eu amo aquelas pessoas, amo apenas – não pouco, nem muito – amo com a intensidade que o amor tem, sem quantificações, só não estou com elas. Só posso não querê-las perto de mim. Só posso tentar guardá-las no baú das saudades. Só posso fazer tantas coisas... só não posso dizer que “amei”. Amo. Sempre vou amar. E posso amar outra, e outra, e outra, porque o amor tem começo, mas não tem regras, nem fim.
Ariane
Escrito por Ariane às 18h28
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Aprendendo a aprender

Entendo a vida como ciclos. Eles começam e terminam sem que possamos perceber o início de um ou o fim de outro. Algumas vezes acontecem coisas que nos deixam felizes, tristes, magoados, esperançosos, enfim, passamos por vários estágios de sentimentos e perplexidades, ou apatias, ou hiperatividades... e vamos lamentando, agradecendo, sorrindo, levando. Após um tempo olhamos para trás, e então percebemos que aquele momento que nos provocou alguma espécie de emoção era o início, ou o final, de um ciclo. Quando estamos atentos, procuramos aprender com tudo. Quando estamos frágeis, choramos o tempo perdido.
Pensando nisso, pensei no tempo. Vivo reclamando que não tenho tempo, estou sem tempo, não deu tempo. Como é possível isso? O tempo é igual para todos. Por que alguns conseguem e outros não? Talvez a resposta esteja no uso que fazemos do tempo. Podemos aproveitá-lo, saber usá-lo, usarmos da disciplina que aprendemos lá, naquele tempo da escola, lembram?Podemos também deixá-lo passar, podemos nos encher de compromissos, sem o mínimo planejamento e passarmos a vida correndo atrás de tudo o que deixamos para trás, por falta de...tempo!!
Tenho experiência para saber que não podemos esperar chegar determinado momento para fazer algo. Não podemos, também, querer fazer algo antes da hora. Como fazer? O que fazer? Como saber?
Um dos grandes indicativos que estamos errando na adequação do nosso tempo é nossa família. Que reclama. Que pede atenção. Outro, o nosso corpo, que reclama a seu modo, nos deixando doentes, fracos, apáticos, quase exigindo uma parada. Outro, ainda, nossos sentimentos, que se congelam na tentativa de não perdermos tempo com o que não é importante.
É nesse momento que paro para pensar novamente: o que é importante para mim? Minha família, minha saúde, meu bem-estar emocional ou todos os afazeres que me impus um dia, achando estar aproveitando meu tempo? Ou, pior, tentando esquecer que tenho tempo para fazer um monte de outras coisas que podem me dar mais prazer do que aqueles que já tenho? A resposta não é difícil. Sei o que quero. Sei que quero minha família feliz, minha saúde em ordem e minha felicidade sempre em alta. E tenho tempo, todo o tempo que as outras pessoas têm. Só preciso saber usá-lo. E estou aprendendo. Estou aprendendo! Estou aprendendo? Estou aprendendo...
Ariane
[leiam o texto abaixo, por favor]
Escrito por Ariane às 19h24
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Recadinho

Algumas pessoas estão reclamando que seus comentários em meu blog estão “sumindo”. Fiquei procurando a razão dos sumiços quando me dei conta que não estão sumindo coisa alguma. O que está havendo é uma pequena confusão, criada por mim, claro, com a questão dos meus blogs.
Tenho o Retalhos e Pensamentos há um ano, pouco mudou desde então. O template é simples, na cor salmão.
O que ocorreu foi que algumas pessoas reclamavam não conseguir abrí-lo. Não sei o porquê disto e, como não entendo nada de HTML e outros códigos incompreensíveis para mim, resolvi criar um clone do meu blog. A única diferença entre um e outro é a cor. Este segundo é amarelo, minha cor predileta.
Os textos são os mesmos, as imagens são as mesmas, só o que ocorre é que alguns “distraídos” comentam em um e depois voltam no outro e ficam se perguntando onde estão os comentários que deixaram. Desculpem-me. A confusão foi provocada por mim e por isto deixo, novamente, o aviso. E os links.
http://retalhosepensamentos.zip.net
http://retalhosariane.zip.net
Ariane
Escrito por Ariane às 19h17
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