Cuidados

Destinos cruzados no espaço
profundezas da alma alcançam,
estilhaços de estrelas no peito desavisado,
flores despetaladas e vidros quebrados,
nada é por acaso, tudo é ocasião.
Chão profano, mente ardente,
somente a falácia plana, voa raso,
arrasa gente inocente, crente
enfim, para que a palavra?
Certeira ela atinge alvos,
satélites naturais, artificiais,
boca serena cala, resguarda o verbo,
a fala requer cuidados, o espinho cravado é vil,
sentença de morte à alma,
perdido da vida o prazer,
- momentos que vêm e vão -
e vai seguindo por atalhos,
em passos suspeitos, olhando pros lados,
ladrão de sentidos, da mentira irmão.
E o peito se abre num pedido mudo,
a boca expele a alma presa,
nos olhos, implícitos mundos,
Para que a palavra? - pergunta vã -
É bálsamo e conforto,
alegria e emoção, retorno da vida,
na verdade vaga o sentido perdido
recuperado, refeito em verso.
Se dele é irmão na mentira exarada,
na verdade é pai, do amor – criação.
Ariane
Há muita gente dizendo que não está conseguindo acessar meu blog, por este motivo estou postando em um novo endereço sem que este seja desativado.
http://retalhosariane.zip.net/
Escrito por Ariane às 03h56
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