Ganhos e perdas

“Eu nao vim aqui pra entender ou explicar
nem pedir nada pra mim, não quero nada pra mim...”
Pato Fu
Desabitado o centro do peito
trilhado em desafios,
amores são como os rios,
que procuram por seu leito,
nascentes de águas frescas,
desembocando no mar
ou correndo contra a lógica,
na ilógica arte de amar.
São como explosões,
poeira de estrelas em céus de luar,
terras sem vida, vidas em grãos.
Secos os leitos, áridas cenas
de bocas a cuspir palavras
metralhadas em alvos estáticos,
esperanças atingidas,
eivadas de mentiras breves,
nada é leve no sentir da pena
- pequena, enorme - depende do olhar.
Quem aplica? Quem recebe?
Condenação dúplice, onde se ganha,
se perde – perdemos nós.
Ariane
Escrito por Ariane às 22h23
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