Retalhos e Pensamentos


Pessoas são como janelas de vidro:

elas brilham e cintilam à luz do sol,

mas, quando a escuridão chega, sua

verdadeira beleza é revelada apenas

se houver uma luz vinda de dentro.

Elizabeth Kubler-Ross

 

Gostaria de pedir desculpas a todos os que gostam de estar no meu blog por meu sumiço involuntário destes últimos dias. Venho enfrentando problemas, alguns graves, outros esperados, outros não esperados, outros de serviço, outros da minha própria pele, enfim... ainda não sei quando, e se, retornarei. Por enquanto fiquem com meu abraço, meus sinceros agradecimentos pela acolhida, minha alegria por ter estado na companhia de tanta gente especial e minha tristeza por fatos alheios a minha vontade que estão impedindo que eu permaneça postando e visitando a todos como sempre fiz.

Gostaria de pedir àqueles que gostam de meus textos que visitem o blog da Lela http://colcha.de.retalhos.zip.net/   onde ela fez uma homenagem ao Retalhos, que agradeço aqui, de público. Lela, você me emocionou com essa postagem e a fez num dia que nunca vou esquecer, usando textos que refletem bem como sou e o que penso. Grata pela sua sensibilidade e tenha certeza do meu carinho.

Beijos a todos,

Ariane



 Escrito por Ariane às 11h07
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Petição

Senhor dos meus pensamentos, com toda humildade apresento

meu pleito em que tudo exponho, vos mostro os atos e fatos

que fundamentam a lide, e aqui faço o pedido

a ser por vós apreciado, e seja ao final julgado

procedente e registrado em vosso livro de sentença

a fim de que não se abale, no vosso justo minha crença.

Conto agora o acontecido, como se deram os fatos,

que findaram em desatino de perder alma e razão,

de entregar o destino, ao mesmo de quem requeiro

seja também réu confesso, no roubo da emoção.

Confio no julgamento, não vos peço impedimento,

nem existe suspeição.

Um dia em que eu, distraída, andava por vias modernas,

a vós encontrei na lida, trocamos palavras ternas,

meu coração, tão trancado, esqueceu do seu contrato,

que era viver sozinho, bateu junto com o vosso.

Convosco o mesmo se deu, mas do acaso tendes medo,

não reconheceis o segredo que a vossa alma agita.

A minha não tem receio e requer estar ao vosso lado,

que seja o pleito julgado, por vós bem apreciado,

ao final rogo e vos peço, condenada seja a imprudente,

a viver em liberdade, esquecida da saudade,

que seja eterna no amor, que a vós entregue seus dias,

que lhe seja a pena imposta, e vós também condenado,

em vosso próprio julgado, em tudo vos ponho fé.

Requeiro, a final, dobrado, o prazo para recurso,

e que nesse espaço de tempo eu vos possa  dedicar,

o amor que me aperta o peito.

Abro mão dos honorários, desde que sejam julgados

recíprocos os sentimentos.

Que seja a sucumbência, não um sinal de demência,

mas o final pleiteado, vos amo, me ameis, clemência.

Isto posto, peço vênia, para requerer que aplicais,

em todo o seu rigor, a lei que regula o amor.

Liberdade, querer e paixão, entendimento, calor, comunhão.

Se vós por mim tendes sentimento, nada mais há a expor.

Peço, e espero, deferimento.

Ariane



 Escrito por Ariane às 13h44
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BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, Mulher, de 36 a 45 anos, retalhosariane@uol.com.br
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