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Silêncio

Vida ou-vida
no rumor
ou no silêncio.
Da vida,
ou da morte.
Ariane
Escrito por Ariane às 16h08
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Estava passeando pelos meus blogs favoritos quando vi o pedido da Queen Bee [http://www.ruaramalhete.turmadobar.com/] , no blog do Nel [http://www.falapoetica.blogger.com.br/]. Resolvi colocá-lo aqui também, e quem quiser poderá visitar e saber do que se trata.
Beijos a todos.
"É importante que as pessoas entendam que o sucesso da campanha depende da participação de todos nós!!!!!Afinal, a violência não escolhe,idade, horário, local, sexo, etc...todos nós estamos vulneráveis a isso!!!!E quando acontece.......é uma dor sem tamanho!!! Agradeço a solidariedade, que nesse momento é o nosso bálsamo, e a participação de vocês, continuando a divulgar a campanha, para que possamos atingir nosso objetivo que é, além de alterar os itens no Código Penal, a mudança na mentalidade de nossa sociedade, que precisa entender, que para mudar, cada um tem que fazer a sua parte!!!!! "(Cleyde - mãe da pequena Gabriela)
http://www.gabrielasoudapaz.org
Escrito por Ariane às 14h12
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Do amor

Como explicar o amor?
Para que, explicá-lo?
Quem nunca sentiu
não entenderá.
Quem o tem consigo
sabe bem o que se dá;
dentro do coração,
nos meandros da mente,
no tremor do corpo,
na velocidade do sangue,
nas sensações prementes.
A paixão absurda,
o gostar manso.
A certeza de não estar bem,
a menos que seu objeto esteja também.
O querer estar junto,
mas longe, quando assim tiver que ser.
A completude da união,
a tranqüilidade na distância.
Estar longe, mas perto,
vivo, pulsante
adormecido, latente,
impossível, inesquecível.
Pleno.
Não comporta explicações,
somente emoções.
Quem existe sem sentir,
morto, apenas sobrevive. Ariane
Escrito por Ariane às 10h21
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Reflexões

Andei passeando pelos meus blogs favoritos logo pela manhã. Li algumas coisas que sempre me provocam reflexões, mas devido ao fato de hoje ser segunda-feira [e das bravas] não tive oportunidade de comentar em cada um deles, o que farei assim que tiver tempo; porém, o que tenho a comentar é tão extenso que resolvi escrever aqui. Não tenho pretensão alguma de ser dona da verdade, aliás, minha intenção ao escrever e publicar o que penso é justamente para ter a oportunidade de “ouvir” outras pessoas e outros pensamentos. Quando escrevi “Virtual?” e arrematei dizendo que atrás desta tela tem gente, muitos entenderam como um grito de reconhecimento. Em verdade não foi essa a intenção. Mais que um grito, foi um aviso que atrás desta tela tem gente, que pensa como gente, age e reage como gente. A “gente” que sou, certa ou errada, mas eu mesma. Em princípio, não creio em “personalidade virtual”. Sei que muitas pessoas tentam esconder-se atrás de nicks, mas isto não é possível. Pode-se esconder fatos que levam a uma identificação primária, mas não dá para esconder quem somos realmente. Claro que queremos mostrar o melhor de nós, claro que queremos que todos nos vejam como queremos ser vistos, mas acho que palavras, posicionamentos, cuidados, atenções, abordagens... tudo isso diz muito de nós. Basta o interlocutor estar atento. Esse é outro ponto interessante: por que não estamos atentos quando entramos aqui? Muitos reclamam ter sido enganados, mas será que foram mesmo? Será que alguém deu ouvidos a intuição quando uma palavra, uma atitude do outro não lhe caiu bem? Será que foi enganado ou quis ser enganado? Será que não se achou imune a qualquer fato externo justamente porque quer acreditar que este é um ambiente de fantasia? [continua]
Escrito por Ariane às 15h43
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[continuação]Bem, aí cabe outra consideração: por que achar que este é um mundo diferente do “real” ? [é assim que todos chamam esse mundo do lado de cá da tela, não é?]. Acaso não nos relacionamos com fornecedores ou clientes ou prestadores de serviço através do telefone? Muitos de nós falamos todos os dias com alguma pessoa que está do outro lado do fio, anos e anos, brincamos, temos aquela “voz” como amiga, sem nunca ter tido a oportunidade de conhecer aquela pessoa. Acaso essa pessoa é virtual? Antigamente [ainda hoje, em algumas regiões] a comunicação era feita através do rádio-amador. Quantas amizades foram feitas através dele? Quantas pessoas relacionaram-se, entre elas e com o mundo, através das ondas? E assim, um sem-número de engenhocas eletro-eletrônicas, diminuindo distâncias, criando vínculos que só eram possíveis através da correspondência escrita. Alguém vai negar que grandes amizades se criaram e permaneceram através da correspondência?
Não consigo compreender a necessidade de separação entre o dito mundo real e o virtual. Eles são parte da nossa realidade contemporânea, nossos filhos estão crescendo conectados ao PC, esta é uma forma de interação como outra qualquer, e é claro que nenhuma outra forma vai substituir o contato físico, mas ele nem sempre é possível, e se ele não é possível por que desprezar uma forma tão interativa quando esta aqui? Somos o que somos, não importa o que tentamos mostrar. O que somos cedo ou tarde aparecerá. E talvez seja aí que resida a hesitação. Para variar ela está em nós, está nesse absurdo medo de mostrar [e, talvez, ver] a nossa cara. É claro que o cuidado deve existir. Ele deve existir em qualquer lugar. Não me consta que qualquer um de nós saia pela rua distribuindo cartões de visita ou abrindo a porta ao primeiro que tocar a campainha da nossa casa. [continua]
Escrito por Ariane às 15h43
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[continuação]Quanto às pessoas que vêm e vão, aparecem e desaparecem, despedindo-se ou não, são exatamente como todos aqueles que passaram por nossa vida em determinada fase dela. Todos nós tivemos grandes amigos que hoje estão distantes de nós. Alguns deles nem sabem se ainda estamos vivos e nós também não sabemos nada deles. Simplesmente fazem parte do nosso passado e de nossas lembranças. Amigos do curso primário, vizinhos, colegas da faculdade, parentes e mais um sem-número de pessoas que já cruzaram nossa vida e fizeram parte dela intensamente. Deixaram de ser amigos? Deixaram de merecer nosso carinho e atenção? Acredito que não. Apenas seguiram o caminho deles, como seguimos o nosso, e se um dia nossos caminhos cruzarem novamente vamos retomar tudo o que era porque a identificação já está estabelecida.
Quanto a mim, hoje estou aqui do mesmo jeito que já estive em outros lugares. Enquanto estiver aqui faço parte de uma comunidade que também gosta de estar aqui. No dia que resolver não estar mais não deixarei de fazer parte disso porque as lembranças disto tudo estarão em mim. Uma coisa é certa: não estarei ou deixarei de estar aqui porque este é um mundo virtual. Estarei ou deixarei de estar de acordo com os ventos que levam minha vida. Só por isso.
Ariane
Escrito por Ariane às 15h42
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