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PontoGê

Geórgia resolveu voar para outras paragens [leiam post abaixo] mas não foi para muito longe, seu link está aí ao lado e espero continuar recebendo a visita de todos vocês que muito me honram com a presença e os comentários.
Boa sorte, Gió.
Ariane
Escrito por Ariane às 14h34
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PontoGê

“ é chegada a hora de ir, vim aqui me despedir e dizer
que qualquer lugar por onde eu andar, vou me lembrar de vocês...”
Alguém lembra dessa música? Foi o que me ocorreu ao começar a escrever este post especial.
O coração está cheio de coisas a dizer. Mas as palavras não saem, não saem, não saem!
Vou começar por afirmar aqui, que a Geórgia e a Ariane são muito mais que um blog. Elas conseguiram muito mais que criar um espaço para tornar público seus Retalhos & Pensamentos. À medida que o blog foi sendo criado, nossa amizade solidificou inputs em vários sentidos. Desnecessário dizer que ambas, crescemos muito. Indiscutível que cada uma de nós, à sua velocidade e ritmo próprio, descobriu o prazer que existe em escrever, em destrinchar versos, descolorir e imprimir palavras.
Resolvemos então que era hora de um espaço individual a cada uma. Assim, nasce uma outra casa e eu estou de endereço novo. Um PontoGê.
A cada um de vocês, Diana, Elise, Nel, Mariza, Márcia, Passeando, Benno, Manoel Carlos, Anônimo, Flor, Gay transgressor, Borboletinha, Idana, Digressiva, Melzinha, Loba, Alegria, Nora, Regis, Maria da toca, Tarsila, Fã, Voz Activa, Kyra, Sabrina, Ney Alexandre, Vivi, Luiz Alberto Machado, e tantos outros que nos prestigiam juntas aqui, deixo meu abraço, meu carinho e sinceros agradecimentos pela força, pelo reconhecimento, pelas dicas, pelos posts sempre carinhosos. Espero por vocês lá, sem vocês o meu incentivo liquidifica e vai pro ralo!
Um beijo meu pra Ariane. Um beijo pra todos vocês, eu os espero no http://www.pontoge.zip.net
Geórgia, aquela do Ponto Gê.
Escrito por beth às 14h12
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Aquisições

Devo renovar meu guarda-roupa
Exterminar velhas indumentárias
Hábitos
Adquiridos para alheios deleites
Volúpia minha, nova roupagem
Outra imagem
Figura a mim aprazível
Desejo indeterminado, ao léu
Quero sair vestida e perfumada,
Satisfeita e saciada
Quero saber que ela embala
Ambicionada - eu
Ariane
Escrito por Ariane às 10h37
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Posse

Você que está vivendo em mim.
Você que sente e me sente e pressente
Gozo e lágrimas de prazer
Instalou-se no meu ninho
Você que chegou de mansinho
Não posso alçar vôo
Sou pássaro cativo
De prisão ansiada
Posseiro de almas
Você
Ariane
Escrito por Ariane às 18h04
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Negação

[imagem: Maria Suzana Loureiro Santos]
Não sou alegre
Nem triste
Sou o que você me faz
Não sou boa
Nem má
Sou sentidos
Não sou bela
Nem feia
Sou seu olhar
Não sou vulcão
Nem neve
Sou explosão
Não sou magra
Nem gorda
Sou seu desejo
Não sou tudo
Nem nada
Sou o infinito
Ariane
Escrito por Ariane às 13h00
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O feitiço do MSN [Lendas Modernas]

O primeiro amor geralmente se dava na escola. Aquele primeiro amor pra valer, que faz o coração descompensar, o rosto afoguear e as pernas tremerem. Tanto faz se homem ou mulher. Melhor dizer, menino ou menina. Adolescentes estão descobrindo tudo. O mundo, a vida, as impossibilidades, as paixões e o amor. Na maioria das vezes o pátio da escola era o palco dos grandes acontecimentos juvenis. O garoto no meio da sua turma, fazendo jeitão de “tô nem aí” para todas as meninas, mas disfarçando seus olhares em direção àquela que seu coração avisava que era especial. Pena que ela não dava bola para ele. Sentia-se desajeitado, feio, sem graça. Julgava que devia haver algo muito errado com ele, talvez fosse chato, feio, gordo. O cabelo não era igual ao do ídolo do momento, ou então, talvez fosse muito chato pois a menina mal podia olhar para ele e já saia de perto, quase correndo, parecendo que sua companhia ou simples visão fosse insuportável para ela. O coração ficava apertado, mas não poderia dar o braço a torcer para os amigos, atentos a qualquer escorregão, e fazia-se feliz quando o coraçãozinho sangrava de paixão e dor pelo amor considerado inatingível. A menina, objeto dos amores adolescentes, com uma constância que só descobrimos depois de muito tempo, também caía de amores por ele, mas as atitudes do garoto mostravam que ele não “estava nem aí” para ela. Toda vez que o encontrava, sentia-se boba, as pernas tremiam, ficava com as faces avermelhadas e procurava esconder suas reações de quem estivesse por perto. Só faltava correr para longe dele, envergonhada ao imaginar que pudesse descobrir sua paixão. Morreria de vergonha se alguém soubesse dela, à exceção de seu diário e sua melhor amiga, claro. Assim passava-se o ano, ou anos em alguns casos, os dois cresciam, saiam da escola e um dia qualquer, muitos anos depois, em algum papo descontraído com antigos colegas acabavam por descobrir que seus desejos eram correspondidos e sobrava aquele gosto doce-amargo por, finalmente, descobrir que o amor era recíproco sem que tivessem tido a coragem de fazer algo por ele. [continua]
Escrito por Ariane às 18h56
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Hoje os adolescentes não mudaram muito, mas mudaram o cenário das suas paixões. É cada vez maior o número de adolescentes que usam a Internet para se comunicar, criar seus diários virtuais, agora não mais trancados à chave e sim expostos e disponíveis a quem quiser lê-los. A despeito dos que não acreditam nos amores virtuais, é cada vez maior o número de adolescentes apaixonados, via Internet. A tecnologia acabou por propiciar o devido “acobertamento” de seus pudores juvenis e eles conversam, expõem, se mostram para o interlocutor. A paixão é fatal. Usam os comunicadores instantâneos, microfones, webcans, celulares e amam sem medo de passar por uma rejeição ou - horror dos horrores - a gozação dos amigos. O resultado desses amores é que são semelhantes. A garota inatingível na escola, assim considerada por todos aqueles sentimentos próprios da adolescência, acaba por se transformar na garota inatingível da Internet. Agora não tanto por pudores, mas, sim, por distâncias. Distâncias, muitas vezes, intransponíveis. Distâncias que um adolescente não tem como encurtar. E assim, prossegue a lenda do desencontro, feitiço de Áquila moderno, onde o amor existe, mas a magia [no caso, a tecnológica] impede seu pleno desabrochar.
Ariane
Escrito por Ariane às 18h53
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Recebemos textos de amigos que gostam de escrever, mas por um motivo ou outro, não querem administrar um blog. Como aqui eu e Gió já causamos confusão, e houve algumas pessoas achando que somos a mesma, pensamos que publicar textos de outras só iria aumentar a confusão.
Então, criamos o Retalhos Amigos, onde estaremos publicando textos de todos os que quiserem escrever, mas morrem de preguiça de publicar. Rs.
Visitem o novo espaço.
http://retalhosamigos.zip.net
Ariane
Escrito por Ariane às 22h25
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Vôo

Pássaro de aço
Sorva meus medos
Faça-me planar por caminhos etéreos
Imaginárias estradas conduzindo meus segredos
Na concretude de tuas asas
Carrega meus devaneios
Roteiro ignorado, navegação imprecisa
Destino exato, braços que anseio.
Leva quem sou onde está minha alma
Voa embalado por sortilégios
Pousa suavemente sobre o peito amado
Re-pousa em meu seio, enfim serenado
Ariane
Escrito por Ariane às 00h03
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Sonho

Cercada pelas sensações que você me provoca
Mergulho no profundo azul de seus olhos
Neles sou desfeita
Absorvida
Em doce prisão, enlevada.
Olhos abertos
Esse mar me fita
Deseja, me engole
Oníricas noites, transbordo em delírios
Adormecida, não me acorde
E se desperta, me embale
Ariane
Escrito por Ariane às 15h34
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